segunda-feira, 5 de março de 2012

Visita Monitorada será por agendamento a partir de março na Mata Santa Genebra

Da Redação, Campinas - Em função da grande procura pelo público no último mês, a Fundação José Pedro de Oliveira, a partir de março, receberá os interessados em visitar a Mata Santa Genebra apenas por agendamento através de telefone ou por email no programa ‘Visita Monitorada’.

A Diretora do Departamento Técnico Científico (DTC), Cynira Any Gabriel, revela a nova mudança na Mata Santa Genebra. ‘’Para dar uma atividade mais adequada a todos, nós fizemos uma reformulação para receber os visitantes na visita monitorada do último domingo. Por isso, colocamos um limite de até 50 pessoas, com agendamento por telefone ou email, para cada encontro’’, afirma a bióloga.

Foi registrado o dobro de visitantes em relação aos outros domingos na Unidade de Conservação campineira. 90 pessoas compareceram na visita do último dia 26 de fevereiro na Mata Santa Genebra.

Ainda segundo a diretora, a Mata Santa Genebra recebe por semana cerca de 160 pessoas, nos programas de educação ambiental da reserva em período regular de ensino. Dentre eles, o ‘’Mata Vai’, que é um programa que leva a informação sobre a história da mata para estudantes de todas as idades. 

Com este crescimento acentuado no último mês, os campineiros começam a reconhecer o valor ecológico da Mata Santa Genebra, que é um Patrimônio Natural da cidade, tombada em 1983. Isto só comprova o trabalho organizado feito pela Fundação José Pedro de Oliveira, em preservar e conservar esta área, que é um pedaço vivo de Campinas.

Lembrando que por motivos de segurança, é obrigatório o comparecimento de calça comprida e sapato fechado para participar das atividades na Mata Santa Genebra.

As inscrições para a Visita Monitorada, deste mês, começa no próximo dia 12 e vai até dia 22 de março. O agendamento pode ser feito por telefone ou por email.

Serviço

Próxima visita:
 25 de março de 2012
Local: Rua Mata Atlântica, 447 Bosque – Barão Geraldo, em Campinas
Horário: 9 horas da manhã (com portões fechados às 9h30)
Limite máximo de pessoas por visita: 50
Telefones: 19 3749-7200 ou 3749-7203
Email: 
matasantagenebra@santagenebra.org.br

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pesquisadores avaliam qualidade do ar na região da Mata Santa Genebra

Equipe de Biólogos do Instituto
Da Redação, Campinas - Uma equipe de pesquisadores e estudantes do Instituto de Botânica, de São Paulo, está monitorando a qualidade do ar em algumas cidades da Região Metropolitana de Campinas. O objetivo geral deste trabalho é avaliar os efeitos da poluição atmosférica gerada pelas atividades antrópicas (causada de origem humana) sobre fragmentos florestais. 

Entre os locais estudados, encontra-se a Mata Santa Genebra. A importância da décima maior Unidade de Conservação do país, uma das remanescentes de Mata Atlântica, foi determinante para a escolha dos biólogos. Sem contar a sua rica flora e os dados científicos disponíveis provenientes de trabalhos de outros grupos de pesquisa.

Para isso, utilizam a metodologia do biomonitoramento ativo, onde variedades específicas de espécies vegetais cultivadas em condições padronizadas, respondem a determinados poluentes aéreos, assim como também do biomonitoramento passivo, no qual, espécies vegetais da flora local são avaliadas. O projeto foi iniciado em junho de 2009 e tem previsão de término no primeiro trimestre de 2014. 
Aparelho usado para a pesquisa instalado na Mata Santa Genebra
A frequência de visita na Mata é quinzenal, para a realização do biomonitoramento ativo, e semestral para o biomonitoramento passivo. No primeiro caso, os biólogos utilizam bromélias (Tillandsia usneoide e Aechmea fasciata), tabaco (Nicotiana tabacum Bel W-3), azevém (Lolium multiflorum ssp. italicum cv. Lema) e goiabeiras (Psidium guajava ‘Paluma’) que são expostas nas adjacências da floresta por 15 a até 3 meses, dependendo da espécie. 

Para acompanhamento das variáveis climáticas, o grupo instalou na Unidade de Conservação de Campinas alguns coletores de deposição seca e úmida e uma mini estação meteorológica. Ainda, a qualidade do ar é monitorada com amostradores passivos para NO2 (poluente dióxido de nitrogênio) e O3 (poluente ozônio). 

Já no interior da Mata, os pesquisadores fazem a coleta de algumas espécies arbóreas (Astronium graveolens, Piptadenia gonoacantha e Croton floribundus), assim como de solo e serapilheira. Neste caso, os biólogos permanecem de uma a até três semanas no local para concluir a pesquisa.

Poluição em São Paulo é a maior desde 2004

A qualidade do ar piorou nos últimos oito anos em São Paulo como aponta a pesquisa realizada pela Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental) do estado. Apesar do número elevado de chuvas e a implantação da inspeção veicular, os registros de poluição não diminuíram.

Na capital paulista o número de dias em que a qualidade do ar piorou aumentou 146%, isso só nos primeiros sete meses do ano passado.

- Ainda que a umidade tenda a melhorar a qualidade do ar, o aumento no número de veículos minimiza esses efeitos", disse ao portal UOL, Maria Lúcia Pereira Antunes, professora do curso de Engenharia Ambiental da Unesp, especialista em poluição atmosférica.

O Ministério do Meio Ambiente reforça a solicitação de ampliar planos de ação para a inspeção veicular em mais estados pelo Brasil. Hoje, São Paulo e Rio Janeiro cumprem esta medida.


Colaborou Carla Zuliane