quarta-feira, 4 de abril de 2012

Série: Plantas que Encantam – Mata de Santa Genebra

Fedegoso com flores na Borda da MSG - Foto: Sabrinas Martins
Da Redação, Campinas - A equipe do Núcleo de Educação Ambiental da Fundação José Pedro de Oliveira, liderado pela diretora técnico cientifica Cynira Any Gabriel, irá apresentar uma série a cada quinze dias sobre a flora local. Nesta primeira semana, a assessora técnica Sabrina Martins, apresenta a espécie Senna macranthera.

A espécie Senna macranthera, conhecida popularmente como fedegoso, pertence à família Fabaceae – Caesalpinioidea e é uma espécie arbórea de médio porte que pode atingir de seis a oito metros de altura.
A sua floração em cachos de cor amarela ocorre de dezembro a abril. Os frutos são em forma de vagem e com odor desagradável, de onde originou o seu nome popular fedegoso. Esta espécie ocorre nos estados do Ceará até São Paulo e em Minas Gerais.

O fedegoso é uma espécie pioneira e devido ao seu crescimento rápido é muito utilizada em projetos de recuperação de áreas degradadas, e segundo o Guia de Arborização Urbana de Campinas a espécie é indicada para arborizar ruas, avenidas e canteiros centrais.

Logo após a apresentação da flora os biólogos e estagiários da Fundação José Pedro de Oliveira fará o levantamento da fauna da região em outra série, explicando sobre quais espécies ocorrem na Mata de Santa Genebra.

Colaboração Sabrina Martins, bióloga e assessora técnica da Fundação José Pedro de Oliveira.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Mata de Santa Genebra firma parceria com a Sanasa

Da Redação, Campinas - A Fundação José Pedro de Oliveira, através da presidente Tereza Dóro, da diretora Cientifica Cynira Any Gabriel e da assessora Sabrina Martins, juntamente com o diretor presidente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A Marco Antonio Santos, se reuniram para discutir sobre o projeto de recuperação de borda da Área de Relevante Interessa Ecológico - ARIE Mata de Santa Genebra.

O objetivo deste encontro foi firmar um convênio para viabilizar o projeto de recuperação Ecológica de Borda, previsto no Plano de Manejo da ARIE aprovado pelo ICMBio – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, em agosto de 2010.

O próximo passo é enviar o projeto para a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), que vai analisar e notificar para a liberação. Caso a Cetesb autorize, a Sanasa dará inicio as atividades que consiste em manejo seletivo de espécies impactantes, como por exemplo, o capim-colonião (Panicum maximum), nas áreas de borda da Mata de Santa Genebra. Após o manejo das espécies será realizado o plantio de mudas nativas da região.

A Mata de Santa Genebra possui 251,7 hectares, e está entre as dez melhores Unidades de Conservação bem avaliadas do país, segundo o ICMBio.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Borboletário da Mata de Santa Genebra inspira casal do Sul

Casal Reginato de olho em espécie no Borboletário F: Gustavo Bezerra
Da Redação, Campinas - O casal de empresários Carlos e Maristela Reginato, da cidade de Três Coroas, interior do Rio Grande do Sul, visitaram a Mata de Santa Genebra nesta semana. A dupla pretende montar um Borboletário no município gaúcho para educar e conscientizar a comunidade da região que, segundo eles, maltratam os animais.

Antes de conhecer o Complexo Borboletário da Mata de Santa Genebra, Carlos e Maristela foram até o Borboletário de Osasco, na grande São Paulo. Para Carlos Reginato, a impressão do espaço na unidade de Campinas foi a melhor possível. ‘’ Eu vejo que aqui todos conhecem do que estão dizendo. Isto faz toda a diferença. Achei o lugar maravilhoso, é uma ótima referência pra nós que queremos instalar um Borboletário na nossa cidade’’, diz. 

A idealizadora do projeto de criação do Borboletário, Maristela, estima que o investimento inicial seja de R$ 80 mil. No Rio de Grande do Sul, não há nenhum Borboletário, em parte devido ao frio constante que se instala durante o ano.

Maristela acompanha explicação sobre as borboletas F: Gustavo Bezerra
Nos Estados Unidos, existe um Borboletário para cada estado, diferente do Brasil que se registram poucos complexos como este na Mata Santa Genebra. 

A Diretora Científica da Fundação José Pedro de Oliveira Cynira Any Gabriel, que trabalha na Mata de Santa Genebra desde 1997, prestou consultoria na elaboração dos Borboletários de Osasco e Campos do Jordão, além de ajudar a construir o Borboletário de Campinas, que já recebeu interesse de pesquisadores norte-americanos do Instituto Tecnológico de Massachussets.

Borboletários no Estado de São Paulo

Em Campinas:
Mata de Santa Genebra
Rua Mata Atlântica, 447 – Bosque de Barão Geraldo
Horário de Visitação: terças e quinta-feiras (Escolas, etc.) e no último domingo do mês (Visita Monitorada). Todos os eventos precisam ser previamente agendados.
Telefone: (19) 3749-7200

Em Osasco:
Rua David Silva, 111 – Jardim Piratininga
Horário de Visitação: terças até os sábados, das 10h às 16h.
Telefone: (11) 3599-3516

Em Campos do Jordão
Avenida Pedro Paulo, 7.997 – Horto Florestal
Horário de Visitação: quarta a domingo, das 10h às 15h.
Telefone: (12) 3663-6444

Em Capivari:
Estrada Municipal de Capivari – Salto, Km 5 Capivari
Horário de Visitação: todos os dias, das 7h30 às 17h.
Telefone: (19) 3491-6962

Em Diadema
Rua Ipitá, 193 Jardim Iramar
Horário de Visitação: todos os dias, das 9h às 16h
Telefone: (11) 4059-7600

Centro Cultural Louis Braille visita Mata Santa Genebra em abril

Mapa em auto relevo - Foto: Gustavo Bezerra
Da Redação, Campinas - A Mata de Santa Genebra recebe 14 deficientes visuais, nos dias 10 e 11 de abril, do Centro Cultural Loius Braille, que fica no Jardim Proença. Esta é a segunda vez que o grupo participa das atividades na Fundação José Pedro de Oliveira. A primeira visita desse centro aconteceu em 1999.

O roteiro tradicional da equipe do Núcleo de Educação Ambiental nas visitas durante a semana será o mesmo. Ou seja, haverá a palestra contando a história da Mata de Santa Genebra, trilha-leste, percurso com monitores e a visita final ao complexo do Borboletário, onde os visitantes poderão conhecer o Viveiro, espaço que conta atualmente com cerca de 10 diferentes espécies de borboletas. 

A Diretora Científica Cynira Any Gabriel conta como a equipe de estagiários e biólogos estão se preparando para receber os participantes. ‘’Eles estão fazendo um formato em auto relevo do mapa da Mata de Santa Genebra para facilitar o entendimento desse público’’, aponta a bióloga, que estava na primeira visita do centro a Fundação há pouco mais de 13 anos.

Ainda segundo a diretora, a Fundação está trabalhando com a vocalização (sons) de alguns animais para detalhar, por exemplo: o canto das aves, que vivem na unidade.

Para agendar sua escola, universidade ou centros o interessado precisa ligar (3749-7200) para a Fundação em horário comercial, das 8h até às 17, e marcar um dia na Mata Santa Genebra, considerada uma das mais valiosas Unidade de Conservação do país.

O Centro Cultural

O Centro Cultural Loius Braille Campinas existe desde 1969 e presta atendimento especializado a jovens e adultos cegos e com baixa visão. Segundo o centro, o objetivo é favorecer a inclusão social e o exercício da cidadania das pessoas com deficiência visual. Além de prestar serviço nas áreas educacionais, habilitação / reabilitação e inserção no mercado de trabalho. 

O Centro Braille conta com uma equipe interdisciplinar constituída por pedagogos, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, técnicos em orientação e mobilidade, professor de educação física, e ainda com um corpo de voluntários que exercem atividades técnicas e de apoio.

Serviço

Quando: 10 e 11 de abril, às 9h da manhã.
Onde: Fundação José Pedro de Oliveira.
Local: Rua Mata Atlântica, 447 – Bosque de Barão Geraldo.
Evento: Centro Cultural Loius Braille na Mata Santa Genebra.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Nota - Ação Civil Pública

Tereza Dóro, presidente da FJPO, em reunião nesta semana
Da Redação, Campinas - A presidente da Fundação José Pedro de Oliveira – ARIE Mata de Santa Genebra, Dra. Tereza Dóro recebeu no dia 27 de março de 2012, ás 13:00 hs a visita do Sr. Secretário do Meio Ambiente de Campinas Dr. Hildebrando Herrmann, que se fez acompanhar das Sras. Andréia Cristina Struchel  e Ângela Guirao  e suas assessoras Cynira Any Garbriel e Sabrina Martins.

Na visita foram discutidos temas relacionados a Ação Civil Pública que trata das definições da Zona de Amortecimento no entorno da Mata de Santa Genebra, dentre outros assuntos relacionados às suas respectivas pastas.

Hildebrando Herrmann, secretário do meio ambiente
Nota desta quarta ação civil pública

Algumas partes envolvidas na Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Federal em Campinas, destacando-se o Sr. procurador público federal Dr. Paulo Gomes, o Sr. procurador do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) Dr. Felipe Tojeiro, o Sr. Secretário de Meio Ambiente de Campinas Dr. Hildebrando Herrman, o Sr. Carlos Henrique Velasques Fernandes, Coordenador de Elaboração e Revisão de Plano de Manejo do ICMBio, a Sra. presidente da Fundação José Pedro de Oliveira – ARIE Mata de Santa Genebra Dra. Tereza Dóro e as assessoras reuniram-se no dia de ontem, na sede do Ministério Público Federal de Campinas, a fim de discutirem pontos de interesse de todos relativos a Ação Civil Publica que tramita a E. 2Vara Federal de Campinas.

Várias medidas foram acordadas, de sorte a se conseguir um acordo que será submetido à apreciação do MM. juiz do feito, visando a solução do problema com a consequente extinção do processo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Visita Monitorada chega a 3ª edição na Mata de Santa Genebra

Público acompanha a visita monitorada - Arquivo FJPO
Da Redação, Campinas - A Fundação José Pedro de Oliveira recebeu pela primeira vez este ano o público por agendamento na Visita Monitorada. Neste último domingo, cerca de cinquenta pessoas acompanharam o passeio, que aos poucos está se tornando mais conhecido pelos campineiros.

O visitante acompanhou a palestra da equipe da Fundação, que contou com uma novidade: foi exibido o filme ‘Hope’, que sintetiza o crescimento das grandes metrópoles, controlada pelo homem, deixando de lado o verde das cidades.

A Diretora Cientifica da Fundação, Cynira Any Gabriel, a qual se manifestou esclarecendo. ‘’ Na palestra, nós contamos um pouco da história da Mata Santa Genebra, que foi doada ao município em 1981. O pessoal se interessou bastante pelo assunto e fez várias perguntas sobre a Mata. Depois exibimos um filme relacionado ao tema para deixar claro nossa mensagem que é de preservar o meio ambiente ‘’, diz.

A volta dos 9 km foi conduzida pelo monitor Lucas Mendes, e começou meia hora antes da visita tradicional. O grupo pôde conhecer de perto todo o efeito de borda da Unidade de Conservação. O passeio ao entorno da Mata recebe inscrições sempre depois da visita monitorada, e é fechado aos interessados que buscam entender mais sobre a Mata Santa Genebra.

A presidente da Fundação José Pedro de Oliveira Tereza Dóro, reforça o objetivo de sua gestão qual seja, o de que. ‘’ A Mata de Santa Genebra é um patrimônio da nossa cidade e o trabalho da Fundação é proteger a área e garantir a sua preservação para as gerações futuras ‘’, sintetiza.

A próxima visita monitorada será no dia 29 de abril, último domingo do mês, e terá abertura de inscrições duas semanas antes do encontro.

Fundação aguarda resultado de análise do descarte irregular próximo a Mata Santa Genebra

Da Redação, Campinas - Um trecho da Mata Santa Genebra, que é administrada pela Fundação José Pedro de Oliveira, próximo a Rodovia Zeferino Vaz (SP-332), que liga Campinas a Paulínia, recebeu um descarte irregular de material que aparenta ser óleo.
 
A direção da Fundação tomou ciência do fato no início da tarde de quinta-feira e, no mesmo dia, tomou as medidas de praxe visando descobrir a autoria e tipo de material despejado.

A Fundação José Pedro de Oliveira aguarda o resultado desse material que está sob análise dos órgãos responsáveis, a Polícia Ambiental, Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento), Polícia Florestal e a Polícia Civil.

Foi registrado um Boletim de Ocorrência (BO), na quinta-feira, no 7º Distrito Policial de Barão Geraldo, em Campinas, pelo ocorrido.

A preocupação da direção da Fundação é que o material venha às nascentes de água existentes.